O presidente da Comissão Temporária de Representação para Acompanhamento da Concessão da BR163/MS, deputado Junior Mochi (MDB), anunciou durante a sessão plenária desta terça-feira (12) que os membros também foram designados para acompanhar a atuação da nova concessão do Governo do Estado para o sistema rodoviário de Mato Grosso do Sul no trecho que abrange a chamada Rota da Celulose.
O contrato de 30 anos será para recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade dos trechos das rodovias Estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e trechos das rodovias Federais BR-262 e BR-267 – saiba mais aqui. Segundo Mochi foi feito o pedido e aprovado o novo escopo de acompanhamento, para que o Legislativo possa receber informações sobre o que foi e ainda será feito na Rota da Celulose, com extensão de 870 quilômetros.
“Pedimos a extensão da atuação e foi aprovado, agora vou enviar requerimento para que me informem onde é a empresa, que não localizei. Vamos acioná-la para que seja feito o mesmo formato com o que fizemos com a concessão da BR-163, com a CCR Vias e posteriormente Motiva Pantanal, para que prestem contas, falem do cronograma e que venham a essa Casa de Leis para termos esse acompanhamento”, ressaltou Mochi.
O parlamentar reconheceu que o modelo tem dado certo quanto à outra concessão e que, por exemplo, a Comissão vai questionar o pedido de reajuste de pedágio já feito pela Motiva à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sobre a BR 163. A nova concessão que será foco da fiscalização da comissão tem como área de abrangência: MS-040, de Campo Grande a Santa Rita do Pardo; MS-338, que liga Santa Rita do Pardo a Bataguassu; MS-395, de Bataguassu ao entroncamento com a BR-267; BR-262, que liga Campo Grande a Três Lagoas; e BR-267, que liga Bataguassu a Nova Alvorada do Sul.
Caravina (PSDB) concordou com a necessidade de fiscalização. “Sou um defensor das estratégias para melhorar a malha viária. Uma delas é via parceria público privada. O modelo é bom, mas o que falha é a fiscalização. Efetivamente o primeiro ano da concessão é de manutenção. E eu vi que não está sendo feito. Então fiz um requerimento questionando do tempo disso. Deram justificativa de houve problema de contratação, porque não havia sido feito a roçada”, contou Caravina.
O parlamentar sugeriu que a comissão deve insistir por um cronograma com as datas da manutenção e também lutar por um novo traçado para o anel viário da MS 395 em Bataguassu.